Pe. Laurindo: “Sentir também a compaixão pelos irmãos e irmãs que conosco caminham”.

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Pe. Laurindo: “Sentir também a compaixão pelos irmãos e irmãs que conosco caminham”.

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Na tarde de sábado, dia 02 de novembro, aconteceu no Cemitério Cristo Rei, em Januária, a Santa Missa por Todos os Fiéis Defuntos. O pároco Pe. Laurindo Aguiar, msf presidiu a Santa Missa que contou com a preparação litúrgica da Comunidade Santo Antônio.

Em sua homilia, Pe. Laurindo assim refletiu:

 

“Somos humanos, nós morremos. E recordar que, como seres humanos, seres históricos, passageiros, nós não estamos destinados a ficar para sempre nesta terra, neste mundo. Mas vislumbramos pertencer também à comunidade celestial, à família celestial, à família dos santos, participar da glória de Deus ou da glória onde está Jesus, o Filho de Deus, sentado à direita do Pai. Então nós olhamos para o passado com este olhar de carinho, de saudade e ao mesmo tempo de esperança. Por isso a oração da Igreja, a oração de todos nós é a oração de esperança. Esperança em que padre? Esperança de que aqueles que morreram e morreram em Cristo, eles também poderão ressuscitar em Cristo, receber a vida nova em Cristo, contemplar a face de Deus, como assim contemplaram aqueles que viveram a fé e se abriram a toda a verdade que Nosso Senhor Jesus Cristo nos veio apresentar. Assim nos diz também a Primeira Leitura. Este homem, não mais agora marcado, depois de ter a pele, a carne destruída, ele poderá contemplar a verdade de Deus, a face de Deus, o rosto de Deus. Contemplar a verdade de Deus. Isto é o sinal de glória, é o sinal de vitória. Muitos que morreram não tiveram a oportunidade de viver, de contemplar, de sentir a presença de Deus, de sentir a presença de Jesus. Nós acreditamos, segundo a teologia católica, que aqueles que morrem, muitos não vão direto para o céu. Muitos vão para o purgatório. E aqueles que vão para o purgatório já carregam a viva esperança de alcançar a plenitude do céu, de contemplar, de viver, de alcançar a vida eterna. Mas, para tanto, eles estão no tempo oportuno de purgar, purgatório, de purificar. Purificar suas vidas e alcançar assim o céu.”

 

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O Evangelho que hoje, amados irmãos e irmãs, nós escutamos, ressalta para nós a nossa fé em Cristo Jesus. Nos fala do caminho da encarnação. O caminho, a verdade da encarnação é que Deus Pai enviou o Seu Filho para nos salvar. O Filho que veio, veio com a certeza de que não veio para fazer realizar a sua vontade, mas a vontade do Pai que lhe enviou. E a vontade do Pai, como descreve Jesus, queridos irmãos e irmãs, é que não perca nenhum daqueles que Ele me deu. Nenhum seja condenado ao fogo eterno, ao sofrimento eterno, a infelicidade eterna. Nesta terra, neste mundo, abrir os olhos para que, ao abrir os olhos, o coração possa sentir, sentir o amor de Deus, sentir também a compaixão pelos irmãos e irmãs que conosco caminham, para que também não se percam, sejam salvos pelo próprio Cristo. E nós podemos ver o Cristo em cada irmão e irmã que sofre, no irmão doente, no irmão necessitado, no irmão injustiçado, no irmão que ainda não conhece a verdade, no irmão que vive na escuridão. Podemos ser a luz, podemos ser a justiça, podemos ser a verdade para que aquele irmão encontre salvação. E quando nós conseguimos ver a presença de Deus na criação e na realidade histórica na qual nós caminhamos, nós vamos elevando, qualificando, estimados irmãos, a nossa vida.  Vamos purificando o nosso caminhar, vamos melhorando o nosso estilo de viver, o nosso estilo cristão, o nosso estilo de seguir a Cristo Jesus.”

 

Padre Laurindo assim concluiu sua bela reflexão neste dia tão importante para os cristãos.

“Como que Cristo viveu a sua vida? Qual o estilo de vida? O que Ele pregou? O que Ele viveu? O que Ele sentiu? O que Ele nos garantiu? ‘Que todo aquele que nele crê tenha vida eterna. Aonde eu estarei, quero que estejais também comigo.’ Se nós queremos alcançar a vida eterna, a salvação, temos que conseguir ver Cristo nesta realidade passageira.  Mas através desta realidade passageira, a gente contempla e acolhe uma realidade que não passa. Aquilo que nos recorda São Paulo, o que é que não passa? Tudo passa. O amor jamais se acabará, o amor jamais se passará. Então, nós podemos utilizar as coisas para manifestar o amor que não passa. Nós podemos usar as coisas materiais para poder praticar a justiça também que não passa. Nós podemos usar as coisas para poder propagar a felicidade, a alegria também que em Deus que jamais se acabará. Quando nós olhamos para esta luz material,  esta vela nos ajuda a contemplar algo que não é material. Nos ajuda a contemplar a nossa fé, a luz da fé, a luz de Deus, a luz da verdade. Conseguir enxergar as coisas sem deformação, mas a verdade tal como Deus se nos apresenta. Assim nós rezamos em nossa liturgia, Senhor, que acolhendo estas realidades visíveis, materiais, nós possamos alcançar aquilo que não passa. Alcançar os valores e os princípios que não passam. Então, aqui nós estamos rezando nesta certeza da nossa fé, somos peregrinos. E assim como Cristo viveu, sofreu, morreu, nós entregamos os nossos entes queridos, aqueles que morreram, para que Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, estes irmãos se abram a esta luz, a esta verdade e alcancem o reino celestial, a glória do Pai. Consiga contemplar a face de Deus, o ser de Deus, toda a grandeza de Deus, a riqueza do seu amor, a riqueza do seu reino, o reino dos céus, que não termina aqui, mas começa aqui.”

 

 

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Texto e fotos: Alisson José de Faria / PasCom Sagrada Família