Pastoral do Dízimo revela a importância da partilha e de ser Igreja

papa
O Papa: devemos aprender a não amaldiçoar, mas a abençoar
dezembro 2, 2020
Batismosaopedro2020
Sacramento do Batismo na Comunidade São Pedro
dezembro 4, 2020

Pastoral do Dízimo revela a importância da partilha e de ser Igreja

Nolardenazaresextaedicao

Na noite do primeiro dia de dezembro de 2020, aconteceu a sexta edição do Programa No lar de Nazaré. Amanda Caroline, da Equipe de Animação Missionária, apresentou o tema desta edição que foi Partilha e Ser Igreja. Em seguida, ela fez o sinal da cruz e conduziu a oração Inicial.

O primeiro convidado foi o missionário da Pastoral do Dízimo, Welington Oliveira, que falou sobre o tema Partilha.

Assim refletiu Welington: “Partilha trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado. Jesus só pode ser conhecido e ser amado se eu doar, partilhar o que tenho e o que sou. E buscando lá no evangelho de São Marcos 14, 22-24: ‘Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e lhes deu dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Depois pegou o cálice, deu graças, passou-o a eles e todos beberam. E disse-lhes: Este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado por muitos. O evangelista São Lucas acrescenta: Fazei isto em memória de mim.’ ” (Lc 22, 19).

“Da fala e da atitude de Cristo, no acontecimento da instituição da Eucaristia, evidenciam-se a doação e a partilha. Jesus falou claramente que estava se dando: isto é o meu corpo, isto é o meu sangue. É a oferta de sua vida para dar vida aos necessitados. A segunda palavra é partilha, isto é, dividir, repartir. Na Ceia Pascal Jesus tomou o pão, o partiu e distribuiu, e o mesmo fez com o cálice partilhando o vinho. Um gesto que aponta para quem está ao lado e estimula a repartir para manter a unidade. Matematicamente aquele que divide fica com menos, porém considerando outras dimensões da existência humana, a partilha é soma, comunhão, inclusão social e dignidade de vida.”

“É possível pensar, então, não só em comunhão de bens, está no DNA do cristão: a partir do batismo, torna-se membro do Corpo Místico de Cristo e recebe passaporte como cidadão do povo de Deus, com quem assume o compromisso de viver em profunda unidade , expressa pela partilha dos dons recebidos, que inicialmente eram depositados aos pés dos apóstolos (At 4, 35), como gesto concreto de uma nova forma de viver, pautada pela comunhão de vidas.”

“É possível pensar, então, não só em comunhão de bens materiais, senão também no intercâmbio de bens espirituais (penitência, oração, indulgência), pastorais (talentos, carismas, agentes), eclesiais (dioceses, paróquias, movimentos, instituto), e que outras tantas relações que apenas enriquecem a tarefa missionária da Igreja, pela qual somos todos responsáveis. 

O missionário Welington finalizou sua fala com a pergunta a toda comunidade: “E você, o que pode fazer em sua comunidade para que esta comunhão de bens se torne cada vez mais efetiva?”

Logo após realiza a leitura de um texto que fala sobre Partilha.

Felipe Diamantino, da Equipe de Animação Missionária, comentou sobre os irmãos que acompanharam pelas redes sociais.

Na sequência,  Leandro Aquino,  coordenador da pastoral do Dízimo e que também animou o programa, começou a falar do dízimo com seu próprio testemunho. Fez a leitura de um trecho do documento da CNBB 106: “Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização. A correta compreensão do dízimo evita que ele seja proposto e assumido unicamente como forma de captação dos recursos para as outras pastorais, para a sustentação de pessoas e para a manutenção das estruturas eclesiais. Essa compreensão não expressa toda a riqueza de seu significado, não podendo, portanto, ser apresentada como única motivação, nem como motivação principal, pois haveria grave risco de reducionismo”

“O dízimo é o resultado de uma caminhada de amadurecimento da fé. É sinônimo de reconhecimento, gratidão e fé. Deus não precisa dos nossos dízimos, nós é que precisamos da experiência da partilha. Dízimo não é simplesmente uma expressão matemática, (10%). Nas primeiras comunidades cristãs, colocavam tudo em comum. Dízimo não pode ser obrigatório, Deus ama quem dá com alegria. Dízimo não compra a salvação. O dízimo não nos leva para o céu, mas ajuda-nos a trazê-lo para a terra. O sentido do dízimo para nós é o agradecimento eu já fui abençoado. Passagens bíblicas nos evidenciam são “As bodas de Caná, A cura dos leprosos (Jo 2,1-11) (Lc 17,11-19). As dimensões do dízimo são religiosa, eclesial, missionária e caritativa. O dízimo nos possibilita levar mais pessoas ao encontro com Jesus.”

Leandro demonstrou com muita clareza a importância do Dízimo para a Igreja Católica.

Foram apresentados alguns vídeos com testemunhos de dizimistas de nossa comunidade paroquial,  onde explicaram sobre o porquê de ser dizimistas, contando algumas de suas experiências.

João José Damião Vieira assim comentou: “É por isso, que o sentido do Dízimo é tão gratificante, porque nós estamos devolvendo ao nosso irmão, algo que Deus nos deu.”

Felipe realizou  as considerações finais juntamente com Amanda, agradecendo a todos que contribuíram para a realização de mais este programa. Nosso pároco, Padre Laurindo Aguiar, msf conduziu a oração final, nos dando a sua bênção.

 Clique aqui para ver a cobertura fotográfica.

Clique aqui para ver a íntegra do programa.

Texto: Tatiane Araújo / PasCom Sagrada Família

Foto: Miguel Angelo / PasCom Sagrada Família